Notas por critério
A marca mostra a média do jogo- Gameplay8,5Média do jogo: 8,5
- Gráficos9,5Média do jogo: 9,5
- Direção de arte e ambientação8,5Média do jogo: 8,5
- Trilha sonora e áudio10Média do jogo: 10
- Narrativa8,5Média do jogo: 8,5
- Conteúdo e rejogabilidade7,0Média do jogo: 7,0
- Performance técnica9,0Média do jogo: 9,0
Cronos é um survival horror em terceira pessoa clássico e em alguns momentos bastante difícil. O jogo lembra muito, mas muito o primeiro Dead Space, especialmente na gameplay bem travada da protagonista, a Viajante. A premissa gira em torno de viagem no tempo e de um vírus que causou “a Mudança” na humanidade. Descobrir o que, como, por que e de onde veio esse vírus é o principal ponto da história, além de tentar descobrir quem é a Viajante. A história é bem envolvente. No início tudo é muito nebuloso, mas logo é possível ligar os pontos à medida que lemos os documentos e ouvimos os áudios. O problema é que ela não responde tudo com a clareza que a complexidade dela demanda. O jogo termina com muitas dúvidas e questões abertas, mas eu particularmente gostei muito e achei bem envolvente. A gameplay é muito Dead Space. A Viajante é pesada, então não tem esquiva, defesa nem nada do tipo. A armadura dela é resistente ao fogo e o que você pode fazer é correr, atirar, fugir e atirar em barris. Vi algumas pessoas falando que se frustraram no combate e isso aconteceu comigo uma vez: eu simplesmente entrei numa horda, fiquei sem nenhuma bala e o monstro se fundiu com todo mundo que tinha no caminho. No fim, o lance é ter uma estratégia que funcione mesmo com poucos recursos. Os puzzles são simples e não vão dar dor de cabeça. Ao contrário de Dead Space, você tem um objetivo específico que é extrair as essências de algumas pessoas. A maior dificuldade está no sistema de inventário. Os recursos são bem escassos, o inventário é muito pequeno e tudo ocupa espaço: armas, munições, itens para venda, núcleos para upar a armadura e itens de missão. Tem que gerenciar muito bem. Há pouca variedade de inimigos, mas isso não incomodou, porque eles se fundem e aí tudo muda junto. Os gráficos são ok, nada demais. É um jogo que nem encanta nem decepciona. As cutscenes são fracas porque os personagens têm pouca expressão facial e os cabelos e barbas ficam bem serrilhados. Às vezes até a pele dos modelos humanos apresenta o mesmo problema. Eu joguei no PS5 base no modo desempenho porque senti quase nenhuma diferença em relação ao modo qualidade. Acho que o que mais mudou foram as partículas, mas a resolução no desempenho estava muito boa. Ainda assim tem bastante queda de frames, principalmente em momentos com muita biomassa. Nada que atrapalhe a experiência de verdade. Pelo menos eu não sentia a resolução cair e ficar tudo embaçado. A ambientação e o som são sensacionais e muito imersivos. Joguei o jogo quase todo de fone (Pulse Elite) porque realmente está muito bom. Terminei com cerca de 19 horas. Explorei bastante, o máximo que consegui, e ainda assim ficaram algumas coisas para trás. O jogo tem três finais (um deles só no New Game Plus). Eu amei o jogo, muito também porque eu gosto bastante de terror em terceira pessoa nesse estilo, sem aquele negócio de perseguição o tempo inteiro como em Resident Evil.
